quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Mais uma da Helena.

E Helena chega da escola, senta, olha pra mim e solta o comentário:
_ Mamãe, por que você nunca me levou pro espaço?

Como assim? Pro espaço???
_ Que espaço filha?

_ Ué mamãe... O espaço "sinderal" né? Eu queria tanto viajar pra lá um dia... Vamo?

_ Olha filha, não conhecemos nem o nordeste ainda... Então vamos devagar tá? Primeiro vamos experimentar a água salgada da Bahia, depois damos uma passadinha em Marte, pode ser?

_ Pode ser mamãe... Combinado!

Pronto.
Problema resolvido.
Agora só faltam as passagens...

domingo, 6 de outubro de 2013

O "ser" PAI


A gravidez trás consigo uma infinidade de sentimentos e questionamentos.
Comigo não foi diferente. Fiquei mais crítica para uma série de coisas.
Passei a observar mais. E com as observações vieram algumas constatações.
Uma delas sobre o "ser" PAI.
Minhas observações sempre me mostravam pais sorridentes e sentados papeando com os amigos, enquanto as mães se desdobram atrás das crias, deixando sempre uma frase não terminada.

Mas toda regra tem exceção.
E sempre me achei privilegiada por ter ao meu lado um marido tão participativo, comprometido e carinhoso... Um marido tão PAI dos nossos filhos...

Aqui em casa temos um "pacto" que surgiu meio que de forma natural. Talvez por força das circunstâncias em que vivemos. Longe de todos!

Dividimos tarefas, amenizamos o cansaço um do outro, cedemos, conversamos, analisamos, escutamos e sempre chegamos a um ponto comum.
Se é cansativo? Muito. Mas tem valido a pena.
Nosso casamento se fortalece.
A cumplicidade aumenta.
E o companheirismo também.

Mas minha admiração pelo papai vai além...
Quando o vejo lendo a folha da programação da semana da escola das crianças, quando o vejo parando no portão da escola e se emocionando com nossa pequena pulando corda com inúmeros pulos consecutivos, quando o vejo perguntando para os pequenos como foi o dia e ouvindo um de cada vez, quando o vejo parado me ouvindo e me aconselhando sobre essa ou aquela angustia... Quando o vejo brincando, quando o vejo ensinando. Enfim, quando o vejo sendo pai dentro e fora de casa...
E até pouco tempo achava que ele era único. E que esse privilégio era só meu!!!
Mas, para sorte de um montão de crianças por aí, vejo que o "ser" PAI vem se envolvendo com a paternidade cada vez mais... E concluo que isso já é meio que cultural.
Os pais modernos sentem prazer em participar de tudo. Em ajudar. Em estar ao lado.
E me emociona ver os pais no portão da escola contando as peripécias dos filhos...
Ver pai se acabando do parque com suas crias...
No consultório médico acompanhando seus filhotes, ou participando das reuniões escolares.
Ver pai acompanhando os filhos nas festinhas de aniversário.
E na maioria das vezes, acompanhado das mamães, reforçando sua boa vontade em estar ali.
Acho o máximo! Admiro mesmo! E vejo o quanto a criançada curte também.
E imagino que as mamães também... hehehe.


Tá, mas mesmo vendo um montão de pai com um comportamento tão bacana, o nosso aqui ainda é único!!!
Pelo menos pra nós...
 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Dificuldade

Tenho tido grandes dificuldades...
Dificuldade para lidar com o temperamento explosivo do Emanuel.
Dificuldade para me dividir entre as tarefas de leitura da Helena e as pinturas rabiscadas do Emanuel.
Dificuldade para brincar de Homem Aranha, Capitão América e cia. Quase sempre acabo colocando todos eles pra fazer comidinha e servir para as Barbies...
Dificuldade para lidar com a mãnha GIGANTESCA que o Emanuel faz quando chegamos na porta da escola... E já tem 1 mês que as aulas iniciaram, mas ele ainda insiste em querer resmungar, me agarrar, chorar, chamar mamããããe e tudo mais... E juro, isso tá acabando comigo! Mas preciso trabalhar e ele precisa criar novos vínculos...
Dificuldade para lidar com os conflitos que começam a ser frequentes... Uma quer, o outro também. Ele nunca cede, e ela, às vezes... Ela fica tristinha e emburrada, ele nervoso e chorão!!!
Dificuldade para impor os castigos pro Emanuel, já que nada parece deixá-lo realmente abalado... Com a Helena era mais fácil... Bastava confiscar o brinquedo preferido, e pronto!
E já nem sei se minha dificuldade vem do meu cansaço, que é maior... Ou da minha paciência, que é menor... Ou da minha sabedoria, que é inexistente!!!
O fato é que tenho deixado passar... E nunca fui assim! Finjo que não escuto coisas que, até 1 ano atrás, me incomodariam pra caramba... Deixo "derrubarem" a casa, e depois saio catando os pedaços...
Tudo em nome da minha sanidade mental!!! Se é que ainda existe alguma...

Tá bom vai... É lindo ser mãe de dois seres tão fofinhos ... É sim!
Mas mesmo amando infinitamente e não me vendo sem toda essa correria, tem dias que sinto que vou surtar!!!  JURO!


Momento me belisca que tô sonhando...

sábado, 10 de agosto de 2013

Momentos...


Não desapareço por falta de assunto ou novidade...
Aliás, novidade e assunto são partes integrantes desse lar! hehehe...
Mas a falta de tempo para registrar tudo tem sido a grande culpada dos meus sumiços... E também o meu cansaço.

Mas não reclamo. Nunca!
Até porque, nem tem como né?
Vivo cercada de amor...

 Os primos sempre recebem meus filhotes com tanto carinho, que até emociona...
Amizade linda!!! E que bom ter amigos de verdade, né filha?
 Mais amor... O mais lindo e puro!
 E esse trio lindo? Eu sei que eles sempre serão cúmplices...

E um paizão que está sempre grudadinho na gente...
 
E é pra você papai que dedico esse post.
Obrigada por ser esse pai maravilhoso, tão presente, amigo e dedicado...
Por estar sempre ao meu lado, dando a direção certa, acalmando e suavizando nossos dias.
Obrigada por ser o companheiro e o pai com o qual sempre sonhei!!!
Amamos você pra sempre viu???
E é muito!
 
Ah! E obrigada pelo presente que você nos deu...
Ainda melhor que o presente, é sua preocupação com o nosso conforto.
E estamos enfrentando o trânsito numa boa agora!!! hehehehe...
 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Dúvida cruel: mamadeira ou copo?

Então que Helena começa a viver seu primeiro grande conflito - deixar ou não deixar a mamadeira (ou o "gugu", como ela e Emanuel costumam dizer)
Ela já pediu pra comprarmos um copo novo, prometendo abandonar a "dita cuja"... Mas basta olhar o irmãozinho mamando, ou  sentir o soninho chegando e lá está ela pedindo pelo bom e velho "gugu".
E fico com pena, porque quero que todo o processo seja espontâneo... Mas sinto que ela se sente mal, porque os amiguinhos falam que não mamam mais mamadeira e coisa e tal... Daí ela fala que vai deixar... Mas não consegue.

E não sei o que fazer para ajudar.
A verdade verdadeira é que não sei se quero que ela deixe de mamar agora... Acho que porque não quero que ela cresça... Sei lá!

E por não saber como agir, tenho mantido uma certa indiferença aos seus pedidos... Se pede no copo, dou. Se pede na mamadeira, dou. Sem perguntas nem discursos...

E vamo vê no que isso vai dar...

sábado, 8 de junho de 2013

A maternidade e o medo.

Minha mãe costuma me dizer que a maternidade é uma mistura gostosa e dolorosa de sentimentos...
Então, para mim a maternidade começou muito antes de ler o positivo no teste. Começou com um longo período de tratamento. Uma busca incansável pela realização de um sonho. E nunca me senti sozinha nessa busca, embora não quisesse dividir minha dor e angústia com muitas pessoas, ao meu lado estava o mais dedicado candidato a pai do mundo!

E digo que a maternidade começou já nesse período, porque a cada progresso, a cada folículo medido era uma alegria, uma esperança... E a cada tentativa frustrada, uma dor inexplicável.
Foi nessa época que conheci a dor do “não ter algo ao seu alcance.”
Sim, porque vivemos em mundo em que as pessoas desejam o que é “comprável”, e pra essas coisas, dou pouca importância... Mas o que eu queria, só dependia da vontade de Deus!

Foi nessa época também que conheci a bondade e a maldade humana... Via pessoas me cobrando um filho... Contando de outras que nunca conseguiram... E de outras que conseguiam sem o menor esforço... Ouvia comparações e julgamentos... E sempre que ouvia a notícia de uma gravidez desejada, pedia pela saúde do bebê... Não sentia raiva ou inveja... Sentia que minha vez também chegaria. Tinha fé...
E sempre engoli tudo que me foi dito... Na certeza que Deus também ouvia.

Mas nem todo ser humano é cruel... Assisti a muitos gestos de carinho. Torcidas. Orações.
Lembro-me de uma amiga muito querida (Adelaine) que ficou grávida durante todo meu processo (acompanhava minha angústia a distância) e esperou minha boa notícia (sim, ela acreditava muito que eu conseguiria) pra só depois contar que ela também estava grávida. GENEROSIDADE.

E veio o POSITIVO. E com ele uma felicidade inexplicável... E uma série de problemas... Gravidez gemelar, hemorragia interna, cirurgia, UTI, perda de um dos bebês e uma gestação pra lá de delicada.
E nessa época, nasceu dentro de mim um MEDO que até hoje não consigo dimensionar.

Mas minha princesinha chegou... Saudável! Contrariando a todas as estimativas.
Mas o medo ainda estava aqui dentro de mim.

E sempre me perguntei: POR QUE tanto medo?
Mas fui vivendo e convivendo com ele.

Temia por ter que passar por tudo isso para viver a segunda gravidez. E pedia a Deus que intercedesse. E Deus nos presenteou com uma gravidez espontânea, e a realização de mais um sonho. Nosso garotão nasceu prematuro, mas nasceu saudável!
Então, o que eu ainda temia?

Uma vez uma amiga me disse que eu temia a felicidade... Que era como se eu me julgasse não merecedora de toda a felicidade que eu havia conquistado. E que por isso eu ficava sempre a espera de algo ruim.
Faz sentido... Mas não sei...

Sei que tenho medo da perda.
Tenho medo de errar.
Tenho medo do mundo que espera pelos meus filhos.

Tenho medo da crueldade humana.

Temo pela saúde dos meus filhos. Do meu marido. Minha.
Tenho medo do tempo.

Tenho medo desse amor tão grande.

E do quanto sufoco as pessoas que amo por culpa desse medo.
E convivo com ele a tanto tempo que já não lembro como era minha vida antes.

Enquanto isso, o tempo vai passando...
Tudo se encaixando... E meus medos vão dando lugar a outros...

Sou neurótica ainda. Com estrada, lugares tumultuados, doenças, barulhos estranhos, escuro e tudo mais que já listei...
E agora descobri algo que tem me angustiado ainda mais.

Não suporto ver ou sentir o sofrimento dos meus filhos...
Não suporto vê-los sendo tratados com rispidez ou indiferença.
E sei que ainda vou ter que assistir a muitos choros, muitas frustrações, muitas decepções... Ainda vou ter que ver muitos aniversários deles sendo esquecidos... Ainda vou ter conviver com o descaso... Ainda vou ter que vê-los experimentando um pouquinho da incapacidade ou dificuldade para fazer algo... Ainda vou ter que sustentar muitos “NÃOS”... Ainda vou ter que responder a muitas perguntas do tipo: _ Mamãe porque “fulano” não gosta de mim?

E sei que tudo isso faz parte da vida. E que os farão crescer... Como me fez!
Mas quer saber?
Ser mãe é experimentar o amor e a dor, todos os dias.
E no meu caso: sentir medo!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Já contei?

Já contei que Helena aprendeu a ler né? Mas estou devendo um vídeo fofíssimo... Coisa linda viu?

Já contei que Emanuel está apaixonado nos "Vingadores"? Pois é, por incentivo do papai (louco pelos personagens da coleção), Emanuel agora dorme em companhia do Hulk, Capitão América e Thor... E papai já tá querendo providenciar os demais da turma! E é lindo ouví-lo chamar pelos novos amigos.

Já contei que Helena é deliciosamente amorosa? Dessas que se declara para o papai, para mamãe, para o irmão, para os avós, madrinha, padrinho, primos, tios e tias... Sempre!
E a última me fez chorar...
Durante uma conversa ela me perguntou:
_ Mamãe, quando eu crescer vou casar?
E eu:
_ Claro que sim filha... E tomara que você se case com um homem bem lindo, bem carinhoso e que cuide de você com muito cuidado e com amor...
E ela solta a fofurice:
_ Quero casar com o meu papai... Porque não existe um homem mais bonzinho que meu papai né mamãe?
Ploft! Morri de amor!!!
_ Tem razão filha, não existe!

Já contei que Emanuel é incrivelmente nervoso e birrento? Pois é. Ele é do tipo que se joga no chão ao menor sinal de contrariedade... Acorda mal humorado quase sempre. É antissocial na maioria das vezes e adoooora irritar a irmãzinha.
E nós? Ficamos aqui driblando as situações e torcendo para que esse comportamento não dure muito. Afinal, apesar disso, ele é gatíssimo e gostosíssimo.

Já contei que Helena adoooora macarrão e pizza? Dessas que escolhe os complementos e o tipo de molho.
Já contei que o Emanuel é doido em comida japonesa? Sushi e sashimi... Juro! E já consultei a pediatra... Sem problemas.

Já contei da festa LINDA que fizemos para essa duplinha? Tudo perfeito! Divertido! Feliz! Encantador! Mas esse assunto merece um post EXCLUSIVO.

Já contei que ando desesperadamente cansada e sem tempo pra qualquer outra coisa que não seja filhos, trabalho e marido?
E isso explica meus sumiços...